Embora a Convenção da NADA (National Automobile Dealers
Association), entidade similar à Fenabrave nos Estados Unidos, seja ainda o
maior evento mundial do setor da distribuição (reúne mais de 13 mil participantes),
os congressos anuais, realizados pela Fenabrave, não deixam nada a
desejar na comparação com os realizados na terra do Tio Sam. Ao menos esta
é a opinião de quem esteve lá este ano.
Todos os anos, grupos de concessionários brasileiros se deslocam para os Estados Unidos para participar da Convenção NADA, que este ano aconteceu entre os dias 13 e 15 de fevereiro, na cidade de Orlando-Flórida. O interesse é conhecer, com prioridade, as principais tendências e fatos que ocorrem por lá e que podem desembarcar no Brasil.
Um desses concessionários brasileiros é Roberto Rodrigues Fiuza, vice-presidente da Fenabrave e diretor de pós-vendas da ABRACOP (Associação Brasileira de Concessionários Peugeot), que esteve presente à 93ª Convenção da NADA. “A participação em Congressos, tanto nacionais como internacionais, agrega muito para a rede de distribuidores, já que a mixagem de informações é muito importante no mercado globalizado. Os temas abordados em outros mercados servem de parâmetros para o segmento automotivo brasileiro”, comentou Fiuza.
Além do aprendizado, a Convenção da NADA, como no Congresso Fenabrave, conta com uma exposição de produtos e serviços dirigidos aos distribuidores de veículos, que também não deixa nada a desejar para a ExpoFenabrave. Matéria do Boletim Autodata, publicada no dia 18 de fevereiro, menciona a semelhança entre as feiras realizadas pela Fenabrave e pela NADA, cujos expositores são, em sua maioria, empresas prestadorasde serviços, principalmente da área de so wares de gestão para concessionárias, considerados fundamentais na redução de custos.
Vergílio Juliani, diretor executivo da Associação Brasileira de Concessionários
Honda de Veículos Automotores Nacionais e Importados
(Autohonda), que também participou da Convenção da NADA, ressalta:
“Participar de eventos do setor é essencial para o negócio, tanto em
momentos de crise como num momento de aquecimento do mercado.
Num mercado aquecido, com rentabilidade alta, o momento é ideal para
buscar oportunidades de incremento nos negócios,
ampliando e buscando parcerias, fornecedores ou
até mesmo investindo na representação de uma nova
marca. Já em momentos de turbulência, a participação é imprescindível para ouvir outras opiniões
sobre tendências da economia, políticas e alternativas
de curto e médio prazo que possam reconduzir
o negócio a uma condição mais segura e rentável”,
a rmou Juliani.
O diretor executivo da entidade lembra que a primeira Convenção da NADA aconteceu em 1918, com 138 dealers. Neste ano, em Orlando, em plena crise do mercado norteamericano, mais de 13.000 participantes, de 31 países, estiveram presentes, incluindo brasileiros. “A fórmula do sucesso é simples e a Fenabrave vem conseguindo aplicá-la de maneira cada vez mais e ciente: temas de interesse direto da categoria e palestrantes com profundo conhecimento dos assuntos com oferta de sugestões práticas, tudo isto apoiado numa estrutura e organização que oferece conforto e segurança aos participantes. Não deixamos nada a desejar à Convenção da NADA e a Autohonda estimula sempre a participação de seus associados no Congresso Fenabrave”, nalizou Juliani.