
Localizado no Centro Cívico de Curitiba, o Museu Oscar Niemeyer (MON), um dos maiores da América Latina, chama atenção com a sua arquitetura sinuosa. Projetado pelo próprio Niemeyer, o maior mestre da Arquitetura Moderna, o prédio, construído em concreto, ganha leveza com o traçado sinuoso e linhas finas.
Com mais de 17 mil m² de área destinada a exposições, o museu está instalado em um complexo de 144 mil m², onde ao fundo se avista a massa verde do Bosque do Papa. Rampas em curvas na área externa e um túnel – acessado pelo subsolo do edifício principal – ligam o passado ao presente, o Moderno ao Contemporâneo.
No piso térreo, o arquiteto utilizou princípios modernistas que conferiram permeabilidade visual e volumétrica. Na extremidade norte se encontra a bilheteria, loja e instalações para o café. Na parte sul está a entrada do museu e um espaço freqüentemente usado para vernissages e eventos. O primeiro abriga nove salas e a maioria das exposições. Já no subsolo, o visitante pode conferir uma exposição permanente de projetos, fotos e maquetes de obras do arquiteto, batizado de Espaço Niemeyer.
Também é onde estão localizadas as salas administrativas, o Espaço da Ação educativa, onde são realizados cursos e ofi cinas, e o Pátio das Esculturas,
que conta com exposição permanente de obras que pertencem ao acervo do Museu, com obras assinadas por Amélia Toledo, Ângelo Venosa, Bruno Giorgi, Emanoel Araújo, Erbo Stenzel, Marcos Coelho Benjamin, Sérvulo Esmeraldo e Tomie Ohtake. O departamento de Ação Educativa é responsável por todo o contato entre a instituição e o público. Os turistas podem solicitar visitas orientadas por monitores que “traduzem” os principais conceitos e informações sobre as mostras.
Instalado à frente do edifício principal, um anexo de 30 m de altura, conhecido popularmente como Olho, debruça seu olhar de dupla face para a cidade. Construído em concreto e vidro, a obra tem quatro pavimentos, que pousam sobre uma base quadrangular. Neste prédio, há áreas exclusivas para exposição de fotografi as, que compõem a Torre da Fotografia.
Todas as cerâmicas que revestem a base que sustentam o Olho foram especialmente pintadas com desenhos criados pelo próprio Niemeyer.

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